2 de dezembro de 2006

DICA DE LIVRO


“Educar é fazer ato de sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar suas contradições, comprometer-se com o mundo, para recriá-lo constantemente.”
(Moacir Gadotti)
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A educação, hoje, é colocada como uma prioridade para o desenvolvimento social. Isto quer dizer que educação é muito mais do que um instrumento a mais na luta por um espaço na sociedade mediante o mercado de trabalho, mas têm uma função social, dialética, de através de uma ação educativa construir uma nova sociedade, baseada no diálogo que não pode negar o diferente, o conflituoso. É em cima desta idéia que é escrito o livro Educação e Poder: Introdução à Pedagogia do Conflito, do Mestre em Filosofia e Doutor em Ciências da Educação, o Professor Moacir Gadotti.
A obra é de uma riqueza filosófica e de uma perspicácia crítica. Gadotti mostra-se como um implacável destruidor de conceitos excludentes e preconceituosos, ocultados no jogo ideológico da prática educativa cuja finalidade é mascarar um projeto social, político e econômico de uma minoria que detém o poder. Critica a pedagogia que acredita no consenso, na univocidade teórica e prática, negando e até perseguindo quem pensa diferente.
Como alternativa, propõem a pedagogia do conflito, do diálogo entre as diferenças. A educação proposta é uma educação que não se limita na relação professor-aluno, mas na implicância da relação educação com a sociedade, que se dá na inseparável vinculação do ato educativo, do ato político e o ato produtivo, ou seja, a educação na questão do poder.
A obra se divide em três partes. Na primeira parte o autor faz uma análise filosófica da educação, na segunda parte reflete a prática pedagógica e na terceira faz uma análise da política e da prática educacional no Brasil à luz da crítica da ideologia.
É destinado àqueles que, por acreditarem na educação, acreditam em outra relação educativa, que promova uma nova sociedade.

Eliseu Oliveira 2º semestre

O MODELO DA FILOSOFIA DA LINGUAGEM EM HABERMAS



Na grandiosa História da Filosofia, em seu itinerário físico e metafísico, pode-se de uma forma bem rústica e geral dividi-la em três grandes paradigmas: a filosofia do ser (antiga e medieval) levando em conta a objetividade, a filosofia da consciência e da subjetividade (moderna) sempre tendo em vista o sujeito e agora na atualidade, ou seja, na contemporaneidade, a filosofia da linguagem, surgindo, de modo especial, a partir da virada lingüística.
Isto vem a intensificar o pensamento metafísico como impostação da filosofia da consciência.
Na concepção platônica da linguagem, a sua função consiste na expressão adequada da ordem objetiva das coisas, isto é, captar a verdadeira ordem das coisas como norma da retidão da linguagem.
A filosofia da linguagem renuncia a estes fenômenos da consciência, substituindo os procedimentos intuitivos.
Pela forma da sentença, pode-se então, deduzir as regras da linguagem que usamos inconscientemente. Isto é possível, somente porque a filosofia da linguagem abandonou a representação da própria linguagem, onde ela é compreendida como um instrumento de comunicação que permanece fora do conteúdo dos pensamentos. Ao contrário, a filosofia da linguagem passou a interpretar a linguagem como forma de expressão da representação e pensamento.
A modernidade pode então ser entendida no âmbito das revoluções: industrial, tecnológica que através da ciência e da técnica transformou a razão do mundo.
Neste sentido “o paradigma da linguagem, ou do entendimento intersubjetivo, ou da comunicação, está mais apto a revelar estruturas de racionalidade subjacentes à atividade humana na fala, do que o próprio pensamento.”
Habermas chega a afirmar que há uma racionalidade imanente na ação comunicativa que, através de um núcleo universal da linguagem ligado a esta racionalidade, então, possibilita o entendimento:
Nisto, se constitui o cerne da discussão da problemática da racionalidade.
Este proferimento, por sua vez, visa passar da singularidade para a universalidade, por meio de uma aprovação dos participantes da comunicação.
Enfim, afirma-se as prerrogativas já expostas do problema lingüístico, de Platão a Wittgenstein, da instrumentalidade da linguagem para a mediação intranscendível do filosofar, enquanto racionalidade e agir comunicativo.

Magno Sauer 6º semestre

DICA DE LIVRO

NUNCA É TARDE PARA RECOMEÇAR UMA VIDA
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Nossa vida é feita de vários momentos. Estes muitas vezes realizados naturalmente, outros, entretanto, nem tanto pelas pedras encontradas no caminho. Nossa condição humana, também tem o subjetivo que influência diretamente nela. No entanto, não podemos deixar o medo nos vencer, mas ter coragem de encarar a vida. Todos temos possibilidades.
O livro de José Alberto, que é jornalista e radialista, busca justamente elevar a auto-estima da pessoa, nos momentos de dificuldade com mensagens e reflexões. Procura mostrar a ele/a que nossos desafios são constantes e os problemas da vida que temos sempre vamos ter e, não vai ser fugindo deles que vamos resolvê-los, mas sim os encarando.
Enfim, o livro é muito interessante para uma leitura naqueles momentos da vida em que se está enfrentando alguma dificuldade, seja ela existencial ou grupal. É importanto que diante destas realidades não se pense com infantilidade, imaginando que com tristeza ou cara feia iremos resolver todos os problemas; que diante de alguma dificuldade em nossa vida, não percamos a esperança, ou nos apavoramos, mas sim cremos em nossas possibilidades. Crer também que Deus olha por nós.

Doglas Pereira Francisco 6º semestre

COMO É O NATAL HOJE?


Como é o natal hoje? Está é a pergunta que nos faz refletir e nos perguntar como eu vivo, e como minha sociedade vive?
Com certeza vamos ter várias respostas, que chegaremos ou não a uma conclusão. Observando pela nossa sociedade consumista, onde nós também muitas vezes somos, o Natal virou algo de presente, de enfeites natalinos que encantam os nossos olhos, se tornando algo muito superficial e não vivemos o verdadeiro significado, que é o nascimento do nosso salvador.
E como nós estamos nos preparando para comemorar o nascimento do nosso salvador?
Podemos nos preparar de várias maneiras como já mencionei, mas devemos ter em nossa mente o que é importante saber, que o Natal é algo que dá coragem, ânimo para seguir a luta pelo reino que Jesus veio trazer, que é um reino de amor, de partilha, de caridade, de sermos santos como ele foi, e é para isto que nasceu, para ser nosso rei e salvador, só que nossa sociedade se preocupa no vender e não em mostrar o verdadeiro sentido.
Muitos dirão: mas também assim demonstramos nossa alegria. Sim, também pode ser vivido desta maneira, com enfeites, com pinheiros...enfim, mas não devemos só ficar nisto e perder o verdadeiro significado do que deve ser comemorado. E neste final de ano aproveite e agradeça tudo que conquistastes, porque foi cristo quem te ajudou a realizar.
E um Feliz e abençoado Natal!

Everton M. de Souza 2º semestre